sábado, 31 de março de 2012

«Couleur Champagne»

Mehdi-Georges LAHLOU (Disponível em: http://mehdi-georges-lahlou.e-monsite.com/)

Persistindo no "pensamento escrito", resistindo com a insistência…


Um grupo de cidadãos açorianos organizou-se para levar a cabo uma iniciativa pelo Fim dos Subsídios Públicos à Tauromaquia, através de uma petição que conta já com a subscrição de mais de 1000 pessoas. A petição pode ser lida e assinada em http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N22530

«Lembra, lembra, lembra, lembra»


There are times
When you wake up
And it all seems different
(…) the sky on the ground
And all that coldness
When your heart belongs elsewhere
Under the sun, on the top of the sand
And all around you is so wet
Everything is so wet
Everything is so wet
Under the sun, on the top of the sand
All you wanna hear is a bird call…

«smile»

terça-feira, 27 de março de 2012

«Les yeux ouverts»



Un dernier verre de sherry
De chéri mon amour, comme je m'ennuie
Tous les jours se ressemblent à présent
Tu me manques terriblement...

sábado, 17 de março de 2012

"Da" democracia

«Apesar das ameaças de Assunção Esteves, a primeira reacçãodos partidos da direita foi de confronto. Um dos líderes parlamentares dadireita terá mesmo afirmado que se o Parlamento aprovasse o requerimento daesquerda, a maioria parlamentar passaria a chumbar todos os agendamentos daoposição.»

quinta-feira, 15 de março de 2012

«Je suis seule avec toi»



«Je connais une phrase encore plus terrifiante, plus terriblement ambiguë que
«je suis seul(e)», et c’est, isolée de tout autre contexte déterminant, la phrase qui dirait à l’autre : «je suis seul(e) avec toi».
[…]
Cela peut être la plus belle déclaration d’amour ou le plus désespérant témoignage, la plus grave attestation ou protestation de détestation, l’étouffement, la suffocation même : tant qu’être seul, si du moins je pouvais être seul sans toi. Être seul(e) avec moi.»

DERRIDA, Jacques, «Première séance. Le 11 décembre 2002» in Séminaire la bête et le souverain, Galilée, Paris, 2010, p. 21.

Imagem: «Metamorfose de Narciso», Salvador Dalí

Nouvelle Vague are «In The Mood for Love»

terça-feira, 6 de março de 2012

«EU, ANTONIN ARTAUD*»


Há uma história do surrealismo e, com efeito, conheço-a muito bem, embora não seja aquilo que se pensa. ̶  Para toda a gente o surrealismo só é mais um ismo acrescentado a todos os ismos que apodrecem nos alfarrábios; e que põe a titubear nas aulas todos os organismos de homens de tenra idade, em condições de florir e morrer, com mais um ismo que os faz apodrecer no túmulo. ̶  [Classicismo], romantismo, simbolismo, futurismo, cubismo, qual é o morto que ainda se lembra dos vossos ismos, e o que fizeste de todos os vossos mortos?
   
*Artaud, A. (2007). «O Surrealismo e o Fim da Era Cristã». In, EU, ANTONIN ARTAUD (trad., apres. Fernandes, A.). Lisboa: Assírio & Alvim. ISBN 978-972-37-1228-8. p.61.

quinta-feira, 1 de março de 2012

«C'est si bon...»

«Artigo polémico afirma que recém-nascidos não são pessoas e podem ser mortos»

Os investigadores das universidades de Filosofia de Milão e de Melbourne argumentam no artigo 'After-birth abortion: Why should the baby live?' ('Aborto pós-parto: Porque deve o bebé viver?') que um feto e um recém-nascido são dois seres «moralmente equivalentes», na medida em que ambos estão num estádio em que apenas têm o potencial para se tornarem pessoas. Como nenhum dos dois possui consciência, as mesmas razões que justificam o aborto sustentam o infanticídio.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

«wow!»

"O nome da empresa surgiu da ligação que esta responsável mantém com a Alemanha e a com a cultura germânica. Dasein é uma corrente existencialista iniciada pelo filósofo alemão Martin Heidegger no século XIX e o fácil trocadilho com a palavra design foi aproveitado para dar origem a esta empresa."

Vamos reler só mais uma vez:

"[...]Dasein é uma corrente existencialista iniciada pelo filósofo alemão Martin Heidegger no século XIX [...]"

E foi exactamente desta breve passagem que surgiu o meu «WOW!».

A citação apresentada foi retirada do DN (mesmo que, há primeira vista, parecesse retirada de um daqueles livros de auto-ajuda que costumam (pre)encher a prateleira coladinha à "secção" de filosofia - organização esta maioritariamente disponível nas livrarias Bertrand! -)

Apenas dois (pequenos) reparos:
1) O facto de Heidegger ter nascido em 1889 não o coloca propriamente "no século XIX" e a "corrente" ficaria talvez melhor "enquadrada" (na minha humilde opinião) no século XX.

2)"Dasein é uma corrente existencialista"...
[Que hei-de eu dizer? O Dasein é uma corrente?!... E uma corrente existencialista?!... Pobre Heidegger que com o seu génio intempestivo deve estar a contorcer-se na campa!]
Dado que ainda estou "sem palavras", poderei apenas apelar a que - por favor, tenham mais cuidado ao recorrer a categorizações "típicas", ainda mais quando se trata de algo que virá a público!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

«Wouldn’t It Be Lovely»?

[poderia ser um filme de terror...]

"Tiro certeiro, mas não fatal. Estirado no chão, o veado mexe as pernas. Miguel Cortes pousa a carabina e grita para o matilheiro que está mais perto do animal: "Pega a faca e faz o remate. Ele está à tua direita, a uns 50 metros." O estrondo fica nos ouvidos e o cheiro a pólvora permanece no ar.
[...]
Andam 400 cães no terreno, agrupados em 16 matilhas.
[...]
Ao longe, veados e gamos fogem dos cães, aos saltos por entre a esteva.
[...]
Miguel aponta, coloca o dedo no gatilho, mas logo desiste. "Não é um troféu, é muito novo, deve ter uns três anos, se tanto." Os caçadores estão nesta montanha pelos troféus. Os melhores "são os mais velhos, com seis, sete anos." A idade vê-se pelo número de pontas nas hastes.
[...]
"Se o bicho não morrer, se ficar ferido, tenho de ir lá com esta faca para fazer o remate, bem no meio do coração." "Ficou ficou, mas ainda está vivo", responde o outro.
[...]
Cada caçador pode matar três animais: dois veados e um gamo ou dois gamos e um veado (os javalis não entram na contagem, podem ser abatidos sem limites).
[...]
Abater as fêmeas é proibido, essa é outra das regras. (...) "é uma forma de manter de garantir a continuidade das populações." A exceção é permitida só no fim da temporada, em finais de fevereiro, por altura do levantamento dos animais: "Todos os anos os contamos. Devemos ter entre 300 e 400 cabeças. Se tivermos muitas fêmeas, então sim, abatemos algumas."
[...]

Legenda de uma das imagens: "Depois de abatidos, os animais são levados para a casa da herdade, onde são expostos no chão, em fila, para serem desmembrados.

[...mas são apenas excertos das 4 páginas da «Grande Reportagem: Um desporto para elites», expostas no Diário de Notícias, pp. 4-7]

DO SENTIMENTO DE REVOLTA À LATÊNCIA INCRÉDULA, APENAS (ME) QUESTIONO - QUANDO ACABARÃO COM ESTE TIPO DE ATROCIDADES?!?

Das tradicionais «coincidências»

Ontem, lia-se:
«Parlamento rejeitou adoção por casais gay»

Hoje, lê-se:
«A união entre um homem e uma mulher nessa comunidade de amor e de vida que é o matrimónio constitui o único "lugar" digno para a existência de um novo ser humano, que é sempre um presente.» (Bento XVI)

[Num suposto Estado "laico" – onde a mentalidade "democrática" permanece, por entre mil e uma camuflagens, irredutivelmente "teocrática".]